Mon Jardin de Sauvage

Mon monde, mon esprit, moi-même... mon jardin sauvage.

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Local: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

Bien le bonsoir cheri(e) mortel(le)! Je suis Ma de Lioncourt... Moi je t'offrirai des perles de pluie venues du pays où il ne pleut pas...

quarta-feira, abril 11, 2007

Mais Um Cigarro

Desde terça-feira, é a primeira vez que estou sozinha. Teoricamente falando. Além de ser noite e eu estar fisicamente sozinha, a euforia do feriado não mais me toma a atenção. Assim, em meus pensamentos, também estou sozinha.

Segundo o desafio que me propus a fazer, nem deveria estar fumando esse cigarro; afinal, já é segunda-feira (vide o relógio marcando 4 horas da manhã). Mas há tanta gente que fala que só vira outro dia depois que elas acordam (o que, particularmente, sempre fui muito chata contra), que hoje - e só hoje - vou acatar. Até porque, há de convir que nesta hora eu necessito de cigarros. E também porque eu não sei quando irei fumar outro.
Ora, se quem está no paredão de fuzilamento tem o direito de um, por que não eu? Muito devido ao fato de que é isto que estou disposta a fazer nos próximos dias; figuradamente falando, é claro. Já passei da minha fase suicida e muito pretendo renascer depois desse tempo que tirarei para mim mesma. Estarei fechada para reparos.

Me sinto doente, tenho frio e estou tremendo - não pelo frio, tenho certeza. Mal tenho forças para continuar escrevendo. Estou triste, estou apática, sou uma atriz. Tão boa que chego a enganar à mim mesma. Não me cubro pois sei que sentirei calor. Me sinto sufocada, a respiração me falha. Paro e recomeço a escrever diversas vezes. Conflitante.

O que fazer, oh, deuses, o que fazer? Quem sabe eu tenha uma resposta no fim de meu retiro? No entanto, agora só tenho a confusão de meus pensamentos e nenhuma solução que me agrade. Ai de mim... Será por causa de sábado? Sei que não; não somente por sábado, eu digo. Me vem agora uma vontade angustiante de me embebedar e permanecer entorpecida; mas seu que não vou gostar. Na verdade, nunca gostei dessa sensação; a de perder o controle - principalmente de mim mesma e de minhas ações.

Tantos nomes me inundam o pensamento: Felipe, Thales, Cris, St. Clair... Até Gabriel, Nemer, Nena e Roberto me desconcertam. O que fazer, oh , deuses, o que fazer? Ai de mim e de meu tão complicado ser lutando desesperadamente para sobreviver da melhor forma possível nesse mundo louco. Suplicando simplicidade.

Outro cigarro, por favor, outro cigarro! Por que fui desafiar-me a isso? Será que tenho a força de vontade necessária? Veremos. Será que tenho a força de vontade necessária para me desligar do mundo, gritar aos céus e renascer depois? Quem sabe? Coragem e desistência. Tenho os dois em mim. Ou acho que tenho... E novamente tudo gira em torno de minhas incertezas e indesições.
Meu último ci garro. Ah, como eu queria um cigarro mais forte... Não importa. Apreciá-lo-ei em sua plenitude. Sem escrever... Puxei cada tragada profundamente, enchendo meus pulmões com essa morte lenta. Fecho meus olhos e minha cabeça roda. Está acabando... Até o filtro... Mais um pouquinho... Mais um cigarro! Pelos deuses, mais um!... Não adianta. Acabou. De volta à inquietante realidade...

Ai de mim, o que fazer...?


(09/04/2007)