Mais Um Cigarro
Desde terça-feira, é a primeira vez que estou sozinha. Teoricamente falando. Além de ser noite e eu estar fisicamente sozinha, a euforia do feriado não mais me toma a atenção. Assim, em meus pensamentos, também estou sozinha.
Segundo o desafio que me propus a fazer, nem deveria estar fumando esse cigarro; afinal, já é segunda-feira (vide o relógio marcando 4 horas da manhã). Mas há tanta gente que fala que só vira outro dia depois que elas acordam (o que, particularmente, sempre fui muito chata contra), que hoje - e só hoje - vou acatar. Até porque, há de convir que nesta hora eu necessito de cigarros. E também porque eu não sei quando irei fumar outro.
Ora, se quem está no paredão de fuzilamento tem o direito de um, por que não eu? Muito devido ao fato de que é isto que estou disposta a fazer nos próximos dias; figuradamente falando, é claro. Já passei da minha fase suicida e muito pretendo renascer depois desse tempo que tirarei para mim mesma. Estarei fechada para reparos.
Me sinto doente, tenho frio e estou tremendo - não pelo frio, tenho certeza. Mal tenho forças para continuar escrevendo. Estou triste, estou apática, sou uma atriz. Tão boa que chego a enganar à mim mesma. Não me cubro pois sei que sentirei calor. Me sinto sufocada, a respiração me falha. Paro e recomeço a escrever diversas vezes. Conflitante.
O que fazer, oh, deuses, o que fazer? Quem sabe eu tenha uma resposta no fim de meu retiro? No entanto, agora só tenho a confusão de meus pensamentos e nenhuma solução que me agrade. Ai de mim... Será por causa de sábado? Sei que não; não somente por sábado, eu digo. Me vem agora uma vontade angustiante de me embebedar e permanecer entorpecida; mas seu que não vou gostar. Na verdade, nunca gostei dessa sensação; a de perder o controle - principalmente de mim mesma e de minhas ações.
Tantos nomes me inundam o pensamento: Felipe, Thales, Cris, St. Clair... Até Gabriel, Nemer, Nena e Roberto me desconcertam. O que fazer, oh , deuses, o que fazer? Ai de mim e de meu tão complicado ser lutando desesperadamente para sobreviver da melhor forma possível nesse mundo louco. Suplicando simplicidade.
Outro cigarro, por favor, outro cigarro! Por que fui desafiar-me a isso? Será que tenho a força de vontade necessária? Veremos. Será que tenho a força de vontade necessária para me desligar do mundo, gritar aos céus e renascer depois? Quem sabe? Coragem e desistência. Tenho os dois em mim. Ou acho que tenho... E novamente tudo gira em torno de minhas incertezas e indesições.
Meu último ci garro. Ah, como eu queria um cigarro mais forte... Não importa. Apreciá-lo-ei em sua plenitude. Sem escrever... Puxei cada tragada profundamente, enchendo meus pulmões com essa morte lenta. Fecho meus olhos e minha cabeça roda. Está acabando... Até o filtro... Mais um pouquinho... Mais um cigarro! Pelos deuses, mais um!... Não adianta. Acabou. De volta à inquietante realidade...
Ai de mim, o que fazer...?
(09/04/2007)
Segundo o desafio que me propus a fazer, nem deveria estar fumando esse cigarro; afinal, já é segunda-feira (vide o relógio marcando 4 horas da manhã). Mas há tanta gente que fala que só vira outro dia depois que elas acordam (o que, particularmente, sempre fui muito chata contra), que hoje - e só hoje - vou acatar. Até porque, há de convir que nesta hora eu necessito de cigarros. E também porque eu não sei quando irei fumar outro.
Ora, se quem está no paredão de fuzilamento tem o direito de um, por que não eu? Muito devido ao fato de que é isto que estou disposta a fazer nos próximos dias; figuradamente falando, é claro. Já passei da minha fase suicida e muito pretendo renascer depois desse tempo que tirarei para mim mesma. Estarei fechada para reparos.
Me sinto doente, tenho frio e estou tremendo - não pelo frio, tenho certeza. Mal tenho forças para continuar escrevendo. Estou triste, estou apática, sou uma atriz. Tão boa que chego a enganar à mim mesma. Não me cubro pois sei que sentirei calor. Me sinto sufocada, a respiração me falha. Paro e recomeço a escrever diversas vezes. Conflitante.
O que fazer, oh, deuses, o que fazer? Quem sabe eu tenha uma resposta no fim de meu retiro? No entanto, agora só tenho a confusão de meus pensamentos e nenhuma solução que me agrade. Ai de mim... Será por causa de sábado? Sei que não; não somente por sábado, eu digo. Me vem agora uma vontade angustiante de me embebedar e permanecer entorpecida; mas seu que não vou gostar. Na verdade, nunca gostei dessa sensação; a de perder o controle - principalmente de mim mesma e de minhas ações.
Tantos nomes me inundam o pensamento: Felipe, Thales, Cris, St. Clair... Até Gabriel, Nemer, Nena e Roberto me desconcertam. O que fazer, oh , deuses, o que fazer? Ai de mim e de meu tão complicado ser lutando desesperadamente para sobreviver da melhor forma possível nesse mundo louco. Suplicando simplicidade.
Outro cigarro, por favor, outro cigarro! Por que fui desafiar-me a isso? Será que tenho a força de vontade necessária? Veremos. Será que tenho a força de vontade necessária para me desligar do mundo, gritar aos céus e renascer depois? Quem sabe? Coragem e desistência. Tenho os dois em mim. Ou acho que tenho... E novamente tudo gira em torno de minhas incertezas e indesições.
Meu último ci garro. Ah, como eu queria um cigarro mais forte... Não importa. Apreciá-lo-ei em sua plenitude. Sem escrever... Puxei cada tragada profundamente, enchendo meus pulmões com essa morte lenta. Fecho meus olhos e minha cabeça roda. Está acabando... Até o filtro... Mais um pouquinho... Mais um cigarro! Pelos deuses, mais um!... Não adianta. Acabou. De volta à inquietante realidade...
Ai de mim, o que fazer...?
(09/04/2007)


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